Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilarecerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.
O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição.
Clarice Lispector
Aproveitando.... adoro essa frase do Quintana....... Perfect.......
Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!
São tantos os bens que temos para investir na vida :nossa inteligência,nossa saúde,nossas energias, nossa disposição agora imaginemos a consequência de colocarmos todos esses bens a serviço deste objetivo:conseguir as pérolas do amor e da paz em nossos corações.
Eis um investimento de sabedoria,que sempre nos dará um retorno inestimável e perene.Sabemos que os bens materiais acabam,cedo ou tarde. Mas esses tesouros da alma,não.Uma vez conquistados,ficam conosco para sempre.
Nenhum amor se perde.Quando passamos a amar alguém – amor de verdade,amor maduro – esta pérola fica conosco por toda eternidade. Não há quem possa nô-la tomar.
Quando temos a consciência em paz – dessa paz de quem faz o bem – nada pode usurpá-la.A paz do cumpridor da Lei de caridade é posse legítima.
Agora reflita...............
Comecemos pelo nosso planeta. Você já se preocupou em cuidar do planeta? Se a sua resposta for sim,o que estamos fazendo dele?
Onde estamos aplicando nossos bens? Naquilo que acaba, ou naquilo que permanece?
Por que não deixamos de comprar coisas, muitas das vezes desnecessárias, e assim diminuimos o descarte de objetos que viram lixo precocemente?
Onde está nossa responsabilidade?
São essas pequenas atitudes de nossa parte que demonstram nosso respeito e amor. Quando respeitamos flora e fauna,não permitindo tráfico de animais ou plantas, não consumindo madeira estamos contribuindo para uma vida saudável,respeitando nosso planeta, nossa lar.
Temos Consciência?
ativem a legenda Pensemos, reflitamos, e façamos nossa escolha..
Iremos agir ou vamos continuar olhando como se nada estivesse acontecendo?
Um dos maiores clássicos da literatura do Séc. XIX. Orgulho e Preconceito combina uma adorável mistura de comédia de costumes com sátira social e romance, tudo na medida certa, muito bem dosado e o mais incrível é que permite assistir várias vezes o filme.
O filme conta a história de uma família da pequena burguesia inglesa do Séc. XIX, os Bennet: o Sr. e Srª Bennet e as suas cinco filhas, com todas as dificuldades e alegrias que tem uma família deste tamanho a morar no campo e com não muitas possibilidades financeiras.
A situação da família é ainda mais instável já que o património só pode ser herdado por descendência masculina, o que faz com que o legítimo herdeiro seja um primo afastado, que ninguém conhece sequer. O Sr. Bennet, educado e gentil, resguarda-se na sua biblioteca, tentando manter a sua tranquilidade, distanciando-se das crises nervosas da sua esposa e da excessiva algazarra que fazem as filhas mais novas.
A Srª Bennet dedica a sua vida, com determinação a tentar arranjar maridos ricos para as suas filhas, levando as situações ao extremo e criando cenas tão hilariantes para o leitor, quanto por vezes constrangedoras para os seus familiares.A grande oportunidade para "despachar" uma das suas filhas, com sorte talvez duas, surge quando um jovem solteiro e abastado, o Sr. Bingley aluga uma propriedade na região, trazendo consigo um amigo igualmente rico, o Sr. Darcy.
Os esforços que a Srª Bennet faz para conseguir apresentar o Sr. Bingley à sua primogénita, Jane, atingem os seus fins, num baile que é dado na vizinhança em honra dos novos vizinhos e deixam-na completamente eufórica ao ver que os dois jovens se entendem muito bem e parecem mesmo enamorados.Todos parecem muito felizes mas, Elizabeth, a segunda menina Bennet, na linha, ouve por acaso um comentário, à sua pessoa, que o Sr. Darcy profere na sequência da observação do seu amigo Bingley de que as meninas daquela região são muito bonitas e simpáticas e apontando-lhe Elizabeth, como exemplo; Elizabeth ouve Darcy dizer: "É tolerável, mas não o bastante bonita"! Essa frase deselegante e os modos altivos do rapaz provocam em Elisabeth um mau estar compreensível e na sua mãe uma declarada guerra à afronta perpretada. Darcy não muda de temperamento mostrando-se cada vez mais sisudo.
Estes acontecimentos iniciais traçam o tema central da história onde a trama se desenrola à volta de um amor, aparentemente impossível entre pessoas de classes sociais distintas divididas entre os seus sentimentos e as suas obrigações sociais e familiares e utilizadas e muito bem como peças num tabuleiro de xadrez onde Jane Austen as faz viver a cada minuto do filme.
Antes do final feliz, as personagens terão que aprender a lidar com o orgulho de uns e o preconceito de outros e tornarem-se todas melhores pessoas ao viverem o destino traçado pela autora do livro.Acho que esqueci de dizer que esse filme foi tirado de uma obra clássica literária do século XIX.