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Arte do Aconselhamento Parte I

Que é um “homem”? A eficiência do aconselhamento entre seres humanos depende de nossa capacidade de compreendermos o que os seres humanos realmente são. Como aconselhar “quem” não conhecemos? Mas, por sermos seres humanos, não seria óbvio que conhecemos o que é um “homem”? A questão é que muitas vezes nem ao menos conhecemo-nos intimamente!

Um homem é mais que seu corpo, mais que seu emprego, mais que sua posição social. Estes são apenas aspectos através dos quais ele se expressa. A totalidade desta expressão é a “personalidade”. E a personalidade exprime aquela estrutura básica do ser humano, que faz dele uma persona (do latim, que significa pessoa).

Como conselheiros, devemos ter em mente o conceito básico de que é ser “homem”, pois é a partir deste conceito que partimos para o auxílio do próximo. Se o aconselhador, por negligência, não determinar conscienciosamente um conceito real sobre o “ser humano” (homem), ele o fará, todavia, inconscientemente – por exemplo, partindo, sem o saber, da suposição de que seu cliente deva desenvolver uma personalidade como a sua, ou como a de seu herói preferido, ou como a personalidade ideal vigente em sua cultura específica. Aconselhamentos não podem partir de preconceitos!

O aconselhador sábio não abandonará essa questão fundamental aos caprichos de seu inconsciente, mas procurará traçar consciente e logicamente o seu quadro da personalidade para entender que “homem é homem, menino é menino, macaco é macaco...” - como satirizou o cantor “Falcão” no trecho de uma de suas músicas. Preconceito é diferente de “conceituação”. O primeiro é feito no “momento”, é coisa sem reflexo, sem conhecimento de causa, o segundo, por sua vez, leva tempo para ser formulado, exige reflexão e conhecimento causal. Comecemos, então, uma empreitada por entender um pouco mais sobre a “personalidade humana”, isto é, o “homem”.





MAY, Rollo. A Arte do
Aconselhamento Psicológico. 3ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1979. Pp38-64.

Autor(a): PROF. JOSIAS DOS SANTOS BATISTA JUNIOR


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3 comentários:

Sidney Crivelari disse...

O aconselhamento é todo baseado na experiencia do mentor, que determina o que é certo ou errado. Este julgamento parte suas experiências, crenças, ideais, educação, condição social, etc.
O maior problema é:
O que é certo e o que é errado?
Cada pessoa tem um universo próprio, a solução para ser duradora, tem que ser única para o universo deste cliente. Ninguém melhor do que ele, para saber a respeito de sua vida.
Outro empecilho é que no momento que a pessoa recebe um conselho, ela transfere a responsabilidade de sua escolha para outro, tendo em caso de falha, uma desculpa e um culpado.
Existem outros métodos hoje em dia, muito mais eficientes e com resultados comprovados.
Um grande Abraço

Ebrael Shaddai disse...

Baby,

Sobre a natureza e estrutura básica sobre a qual age a mente humana, consciente ou não, não é lá coisa muito complexa para os teóricos da Psicologia, pois que se funda em algo que não se modifica essencialmente.

O problema é que mesmo que saibamos, teorizemos, conjecturemos que efeitos terá a ação damente sobre os eventos da vida de um "homem" é que é difícil. Aquela tal força instintiva dos homens (e mulheres, claro), que nos une aos animais, me parece ainda um pouco imprevisível, mesmo que limitemos o clímax de sua ação.

Como mensurar a influência que os instintos, enquanto fonte de força motriz de sentimentos, exercerão na execução de ações preconceituosas, motivadas na ignorância e estreiteza de visão??

Bjs Baby!

Principe Encantado disse...

Penso ser o mais difícil é conhecer a si próprio.
Feliz Natal

 

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