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Limites






Limites. Limites. Limites. É uma palavra que ouvimos repetidamente. Mas do que se trata? Todos dizem que é importante ter limites saudáveis, no entanto ninguém explica direito o que isso significa. Para compreender como os limites funcionam, reflita sobre como sua família trata o espaço e a privacidade de cada um dos integrantes. Na vida, cada um de nós delimita um pequeno espaço em volta de si e ergue algum tipo de parede ou barreira mental. Essas paredes representam nossos limites. Alguns possuem paredes muito baixas, com janelas e portas pequenas e difíceis de localizar. Alguns homens e algumas mulheres abrem suas portas e janelas e compartilham seus espaços íntimos livremente; outros acrescentam tijolos e proteções extras no momento em que alguém se aproxima.
Em algumas famílias, nada é demasiadamente íntimo, particular e sagrado, todas as portas ficam sempre abertas, e os limites não são claramente definidos. Seus integrantes contam, uns para os outros, praticamente tudo o que fazem diariamente. Eles se telefonam todos os dias e relatam minuciosamente os acontecimentos, as mágoas, os detalhes de suas rotinas diárias, até os mais incrivelmente íntimos. Todos sabem de tudo sobre todos.
Na extremidade oposta estão às famílias nas quais tudo é ocultado, tudo é segredo, e todas as portas se mantêm fechadas. Seus integrantes são surpreendidos com separações inesperadas, pois desconheciam as crises por que passavam os casamentos dos outros. Doenças graves só são reveladas quando o doente já se encontra quase em estado terminal.
É claro que a maioria das famílias fica no meio desses extremos. Mas em todas há áreas onde existem limites mínimos e limites essenciais.
A maneira como duas pessoas adultas interagem está muito relacionada aos tipos de limites que existiam nas respectivas famílias de origem. Você por exemplo, pode ter aceitado o conceito de limites de sua família sem jamais questioná-los. Por outro lado, seu parceiro talvez considere a sua família intrometida e até desrespeitosa. Ele pode querer resguardar sua privacidade de maneira que você não consegue compreender. Ou talvez ocorra o oposto. Talvez os membros da sua família sejam de tal forma reservados, que quando ouve seus amigos reclamarem da intromissão de suas mães, você sinta um pouco de inveja.
É fundamental que você tome consciência da maneira como lida com os limites do outro, porque esse respeito é da maior importância numa relação. Veja as demonstrações de amor, por exemplo. Algumas pessoas se abraçam e se beijam livre e despreocupadamente. Outras só querem ser abraçadas e beijadas em determinadas circunstâncias. Dinheiro, comida sexo e sentimentos. Todos esses assuntos envolvem questões de limites. Será que você pode mexer no dinheiro do outro, nos papéis do outro, nos órgãos genitais do outro, nos pensamentos do outro, e vice-versa?
Há casais que chegam a pensar em divórcio, quando tudo o que um dos dois de fato deseja é ter um fim de semana sozinho. Os limites que você estabelece em seu relacionamento dependem das regras básicas definidas pelos dois. Você se dá conta disso? Conversou sobre o assunto sem querer impor suas regras, mas negociando-as com seu parceiro? Continua conversando para avaliar como é que o outro sente, e falar das suas próprias sensações?
Será que agora entendemos o conceito de privacidade?



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2 comentários:

Sandra F. disse...

Gostei do texto. É muito importante que as pessoas respeitem o limite das outras para que haja um entendimento, uma boa convivência. Coisas simples podem se transformar numa guerra, o diálogo é fundamental.

S. Levy Lima disse...

gostei.
já é antigo o provérbio que diz que "a liberdade de uns acaba quando começa a dos outros"

parabéns pelo post

bjs

 

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